ABENODROGAS        

 

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Nas Fronteiras da Loucura
Divaldo Pereira Franco
Pelo espírito Manoel P. de Miranda
Páginas 70 a 76

O PROBLEMA DAS DROGAS

Palestra proferida pelo Dr. Bezerra de Menezes

- As causas básicas das evasões humanas à responsabilidade jazem nos conflitos espirituais do ser, que ainda transita pelas expressões do primarismo da razão.

“Espiritualmente atrasado, sem as fixações dos valores morais que dão resistência para a luta, o homem moderno, que conquistou a Lua e avança no estudo das origens do Sistema Solar que lhe serve de berço, incursionando pelos outros planetas, não conseguiu conquistar-se a si mesmo. Logrou expressivas vitórias, sem alcançar a paz íntima, padecendo os efeitos dos tentames tecnológicos sem os correspondentes valores de suporte moral. Cresceu na horizontal da inteligência sem desenvolver a vertical do sentimento elevado. Como efeito, não resiste às pressões, desiquilibra-se com facilidade e foge, na busca de alcoólicos, de tabacos, de drogas alucinógenas de natureza tóxica...

“Atado à retaguarda donde procede, mantém-se psíquicamente em sintonia com os sítios, nem sempre felizes, onde estagiou no Além-túmulo, antes de ser recambiado à reencarnação compulsória.

“Face à necessidade de promover o progresso moral do planeta, milhões de espíritos foram transferidos das regiões pungitivas onde se demoravam, para a inadiável investidura carnal, por cujo recurso podem recompor-se e mudar a paisagem mental, aprendendo, na convivência social, os processos que os promovam a situações menos torpes. Dependências viciosas, no entanto, decorrentes da situação em que viviam, dão-lhes a estereotipia que assumem, tombando nas urdiduras da toxicomania.”

O palestrante fez uma pausa oportuna, a fim de facultar aos ouvintes o necessário entendimento das colocações expostas, em análises rápidas, logo prosseguindo:
- O uso de drogas é muito antigo, variando as justificações de acordo com o estágio de evolução de cada povo, sempre, porém, de resultados negativos. Religiosos e ascetas, guerreiros e filósofos, pobres e ricos em variados períodos da História utilizaram-se de substâncias vegetais e emanações químicas, de resinas e raízes para alcançar os desejos emocionais que não conseguiam pelos métodos normais ou para abrir as comportas do entendimento, para as viagens místicas, o aumento da coragem, o esquecimentto...
“No mundo ocidental da atualidade é indiscriminado o uso de substâncias e vegetais tóxicos, em caráter quase generalizado. Ora para fins terapêuticos sob controle competente, ora para misteres injustificáveis sob a direção dos infelizes manipuladores mafiosos da conduta das massas.

“Em razão da franquia de informações que a todos alcançam, encontrem-se preparados ou não, os meios de comunicação têm estereotipado as linhas da conduta moral e social de que todos tomam conhecimento e seguem com precipitação. Após, especialmente, a Segunda Guerra Mundial e, mais recentemente as lamentáveis lutas no Sudeste Asiático, o consumo de drogas tomou conta do ocidente, em particular, da imatura juventude.

“O desprezo pela vida, a busca do aniquilamento resultantes de filosofias apressadas, sem estruturação lógica nem ética respondem pelo progressivo consumo de tóxicos de toda natureza.

“Os valores ético-morais que devem sustentar a sociedade vêm sofrendo aguerrido combate e desestruturando-se sob os camartelos do cinismo que gera a violência e conduz à corrupção, minimizando o significado dos ideais da beleza, das artes, das ciências. Vive-se apressadamente e rapidamente deseja-se a consumação.

“A imcompreensão grassa dominadora, sem que os homens encontrem um denominador comum para o entendimento que deve viger entre todos. O egoísmo responde pelo inconformismo e pela prepotência, pela volúpia dos sentidos e pela indiferença em relação ao próximo. O homem sofre preplexidades que o atemorizam, desconfiando de tudo e de todos, entregando-se a excessos, fugindo à responsabilidade através das drogas.

“Faltando lideranças nobres, com expressivas exceções, tomba nas redes bem entretecidas por falsos líderes carismáticos de natureza meramente passional. Escasseiam inteligências voltadas para o bem geral e dedicadas aos valores mais nobres da vida, que polarizem as atenções, fazendo-se exemplos dignos de imitados, em face das justas alegrias e venturas que propiciem e fruam. Esses indivíduos trabalhariam com afinco para a cura dos cânceres sociais, enobrecendo as entidades educacionais e domésticas responsáveis pela preparação e cultivo das mentes em formação.”

O ambiente estava magnetizado pelo verbo fluente do expositor, que se deteve numa pausa mais demorada.

Todos os olhares nele se fixavam, denotando a atenção e o respeito.

De imediato, deu curso ao tema:

- São dias de luta, em que as contestações, mais perturbadoras que saneadoras, tomam o lugar do trabalha são, edificante. Contestam-se os valores da anterior para a atual geração, o trabalho, a ética, a vida exigindo elevadas doses de tolerância e compreensão, a fim de se evitarem radicalismos de parte a parte.

“ O progresso tecnológico torna-se, de certo modo, uma ameaça, um monstro devorador, se não for moderado nos seus limites e no tempo próprio. A automação substitui o homem em muitos místeres e a ociosidade, o desemprego neurotizam os que param e atormentam os que se esforçam no trabalho.

“Os homens separam-se, distanciados pela luta que empreendem: unem-se pelas necessidades dos jogos dos prazeres, e, nesse dualismo comportamental, a carência afetiva, a solidão instalam seus arsenais de medo, de revolta e de dor, propelindo para a fuga, para as drogas. Em realidade, foge-se de um estado ou situação, inconscientemente buscando algo, alguma coisa, segurança, apoio, amizade que os tóxicos não podem dar.

“Indispensável valorizar-se o homem, arrancando dele os valores que lhe jazem latentes, manifestação de Deus que ele não tem sabido compreender, nem buscar, por estarem guardados no mundo íntimo, como desafio final para a sua salvação do caos.

“Muita falta faz a presença da vida sadia, conforme a moral do Cristo. Fala-se demasiadamente sobre o Evangelho, situando a vivência dos seus postulados em faixas quase inalcançáveis, ou mediante abordagens místicas, que dificultam a racionalização do comportamento dentro das suas diretrizes.

“Como terapia para o grave problema das drogas, inicialmente apresentamos a educação em liberdade com responsabilidade; a valorização do trabalho como método digno de afirmação da criatura; orientação moral segura, no lar e na escola, mediante exemplos dos educadores e pais; a necessidade de viver-se com comendimento, ensinando-se que ninguém se encontra em plenitude e demonstrando essa verdade através dos fatos de todos os dias, com que se evitarão sonhos e curiosidades, luxo e anseio de dissipações por parte de crianças e jovens; orientação adequada às personalidades psicopatas desde cedo; ambientes sadios e leituras de conteúdo edificante, considerando-se que nem toda a humanidade pode ser enquadrada na literatura sórdida da “contra cultura”, dos livros de apelação e escritos com fins mercenários, em razão das altas doses de extravagância e vulgaridade de que se fazem portadores. A estas terapias bazilares adir o exercício da disciplina dos hábitos, melhor entrosamento entre pais e mestres, maior convivência destes com filhos e alunos, despertamento e cultivo de ideais entre os jovens...

“E conhecimento espiritual da vida, demonstrando a anterioridade da alma ao corpo e a sua sobrevivência após a destruição deste. Quanto mais materialista for a comunidade, mais se apresenta consumida, desiquilibrada e seus membros consumidores de drogas e sexo em desalinho, sofrendo mais altas cargas de violência, de agressividade, que conduzem aos elevados índices de homicídio, de suicídio e de corrupção.

Nesse ponto, interrompeu a narração por breves instantes, para logo concluir:

- -O Espiritismo possui recursos psicoterápicos valiosos como profilaxia e tratamento no uso de drogas e de outras viciações. Estruturada a sua filosofia na realidade do Espírito, a educação tem primazia em todos os tentames e as técnicas do conhecimento das causas da vida oferecem resistência e dão força para uma conduta sadia. Além disso, as informações sobre os valiosos bens mediúnicos aplicáveis ao comportamento constituem terapêutica de fácil destinação e resultado positivo. Aqui nos referimos à oração, ao passe, à magnetização da água, à doutrinação do indivíduo, à desobsessão...

“ Invariávelnmente, defrontamos nas panorâmicas da toxicomania, da sexolatria, dos vícios em geral a sutil presença de obsessões, como causa remota ou como efeito do comportamento que o homem se permite, sintonizando com mentes irresponsáveis e enfermas desembaraçadas do corpo.

“Em todo e qualquer cometimento de socorro, a dependentes de vícios, recordemo-nos do respeito que nos devemos a esses enfermos, atendendo-os com carinho e dignificando-os, instando com eles pela recuperação, ao tempo em que lhes apliquemos os recursos espíritas e evangélicos, na certeza de resultados finais salutares.

“Que o senhor nos abençoe.”






Alucinógenos, Toxicomania e Loucura


Dentre os gravames infelizes que desorganizam a economia social e moral da Terra atual, as drogas alucinógenas ocupam lugar de destaque, em considerando a facilidade com que dominam as gerações novas, estrangulando as esperanças humanas em relação ao futuro.

Paisagem humana triste, sombria e avassaladora, pelos miasmas venenosos que destilam os grupos vencidos pelo uso desregrado dos tóxicos, constitui evidência do engano a que se permitiram os educadores do passado: pais ou mestres, sociólogos ou éticos, filósofos ou religiosos.

Cultivado e difundido o hábito dos entorpecentes entre povos, estiolados pela miséria econômica e moral, foi adotado pela Civilização Ocidental quando o êxito das conquistas tecnológicas não conseguiu preencher as lacunas havidas nas aspirações humanas – mais ampla e profunda integração nos objetivos nobres da vida.

Mais preocupado com o corpo do que com o espírito, o homem moderno deixou-se engolfar pela comodidade e prazer, deparando, inesperadamente, o vazio interior que lhe resulta amarga decepção, após as secundárias conquistas externas.

Acostumado às sensações fortes, passou a experiementar dificuldade para adaptar-se às sutilezas da percepção psíquica, do que resultariam aquisições relevantes promotoras de plenitude íntima e realização transcendente.

Tabulados, no entanto, programados por afeição externa de valores objetivos, preocuparam-se pouco os encarregados da Educação em penetrar a problemática intrínseca dos seres, a fim de, identificando as nascentes das inquietações no espírito imortal, serem solvidos os efeitos danosos e atormentadores que se exteriorizam como desespero e angústia.

Estimulado pelo receio de enfrentar dificuldades, ou motivado pela curiosidade decorrente da falta de madureza emocional, inicia-se o homem no uso dos estimulantes – sempre de efeitos tóxicos - , a que se entrega, inerme, deixando-se arrastar desde então, vencido e desditoso.

Não bastassem a leviandade e intemperança da maioria das vítimas potenciais da toxicomania, grassam os traficantes inditosos que se encarregam de arrebanhar catarmas que se lhes submetem ao comércio nefando, aumentando, cada hora, os índices dos que se sucumbem irrecuperáveis.

A má Imprensa, orientada quase de maneira perturbante, por pessoas atormentadas, colocada para esclarecer o problema, graças à falta de valor e de maior conhecimento da questão por não se revestirem os seus responsáveis da necessária segurança moral, tem contribuído mais para torna-lo natural do que para libertar os escravizados que não são alcançados pelos “slogans” retumbantes, porém vazios das mensagens, sem efeito positivo.

O cinema, a televisão, o periodismo, dão destaque desnecessário às tragédias, aumentam a carga das informações que chegam vorazes às mentes fracas, aparvalhando-as sem as confortar, empurrando-as para as fugas espetaculares através de meandros dos tóxicos e de processos outros dissolventes ora em voga...

Líderes da comunicação, asas da arte, da cultura, dos esportes, não se pejam de revelar que usam estimulantes que os sustentam no ápice da fama, e, quando sucumbem, em estúpidas cenas de auto-destruição consciente ou inconsciente, são transformados em modelos dignos de imitados, lançados como protótipo da nova era, vendendo as imagens que enriquecem os que sobrevivem, de certo modo causadores da sua desgraça...

Não pequeno número, incapaz de prosseguir, apaga as luzes da glória mentirosa nas furnas imundas para onde foge: presídos, manicômios, sarjetas, ali expiando, alucinado, a leviandade que o mortificou...

As mentes jovens despreparadas para as realidade da guerra que estruge em todo lugar, nos países distantes e nas praias próximas, como nos intricados domínios do lar onde grassam a violência, o desrespeito, o desamor arrojam-se, voluptuosas, insaciáveis ao prazer fugidio, à dita de um minuto em detrimento, afirmam, da angustiosa expectativa demorada de uma felicidade que talvez não fruam...

Fixando-se nas estruturas mui sutis do perispírito, em processo vigoroso, os estupefacientes desagrgam a personalidade, porquanto produzem na memória anterior a liberação do subconsciente que invade a consciência atual com as imagens torpes e deletérias das vidas progressas, que a misericórdia da reencarnação faz jazer adormecidas...De incursão em incursão no conturbado mundo interior, desorganizam-se os comandos da consciência, arrojando o viciado nos lôbregos alçapões da loucura, que os absorve, desarticulando os centros do equilíbrio, da saúde, da vontade, sem possibilidade reversiva, pela dependência que o próprio organismo físico e mental passa a sofrer, irreversivelmente...

Faz-se a apologia de uns alucinógenos em detrimento de outros e explica-se que povos primitivos de ontem e remanescentes de hoje utilizavam-se e usam alguns vegetais portadores de estimulantes para experiências paranormais de incursão no mundo espiritual, olvidando-se que o exercício psíquico pela concentração consciente, meditação profunda e prece conduzem a resultados superiores, sem as consequências danosas dos recursos alucinatórios.

A quase totalidade que busca desenvolver a percepção extra-sensorial, através da usança do estupefaciente, encontra em si mesmo o substractum do passado espiritual que se transformam em fantasmas, cujas reminiscências assomam e persistem, passada a experiência, impondo-se a pouco e pouco, colimando na desarmonização mental do neófito irresponsável. Vale, ainda, recordar que, adversários desencarnados que se demoram à espreita das suas vítimas, utilizam-se dos sonhos e viagens para surgirem na mente do viciado, no aspecto perverso em que se encontram, causando pavor e fixando matrizes psíquicas para as futuras obsesssões em que se repletarão emocionalmente, famelgas da infelicidade em que se transforma.

A educação moral à luz do Evangelho sem disfarces nem distorções; a conscientização espiritual sem alardes; a liberdade e a orientação com bases na responsabilidade; pais e mestres cautelosos; a assistência social e médica em contribuição fraternal constituem antídotos eficazes para aberrante problema dos tóxicos – auto-flagelo que a Humanidade está sofrendo, por haver trocado os valores reais do amor e da verdade pelos comportamentos irrelevantes quão insensatos da frivolidade.

O problema, portanto, é de educação na família cristianizada, na escola enobrecida, na comunidade honrada e não de repressão policial...

Se és jovem, não te iludas, contaminando-te, face ao pressuposto de que a cura se dá facilmente.

Se atravessas a idade adulta, não te concedas sonhos e vivências que pertencem à infância já passada, ansiando por prazeres que terminam ante a fugaz e anganosa durabilidade do corpo.

Se és mestre, orienta com elevação abordando a temática sem preconceito, mas com seriedade.

Se és pai ou mãe não penses que o teu lar estará poupado. Observa o comportamento dos filhos, mantém-te atento, cuida deles desde antes da ingerência e do comprometimento nos embalos dos estupefacientes e alucinógenos, em cuja oportunidade podes auxilia-los. Se, porém, te surpreenderes com o drama que se adentrou no lar, não fujas dele, procurando ignorá-lo em convivência de ingenuidade, nem te rebeles, assumindo atitude hostil. Conversa, esclarece, orienta e assiste os que se hajam tornado vítimas, procurando os recursos competentes da Medicina como da Doutrina Espírita, a fim de conseguires a reeducação e a felicidade daqueles que a Lei Divina te confiou para a tua e a ventura deles.


Livro S.O.S pelo espírito de Joanna de Ângelis
Psicografado por Divaldo Pereira Franco

 


Dependência


A capacidade de amar está presente na alma humana, mas, para que floresça, exige maturação da consciência, isto é, “aprimoramento dos sentimentos”.



A maioria das criaturas foi educada ouvindo fábulas e mitos do amor romântico. Os tabus sexuais, as velhas estruturas familiares, as normas normais do matrimônio, consideradas, “virtudes femininas”, estabeleceram, na formação educacional das mulheres, todo um comportamento de dependência em relação aos homens. Elas centraram suas vidas em outros indivíduos, preocupadas de receber proteção e cuidados, e destruíram, com o tempo, suas vocações e aptidões mais íntimas.
“São iguais perante Deus o homem e a mulher (...) outorgou Deus a ambos a inteligência do bem e do mal e a faculdade de progredir.” (1)
Muitos acreditaram que o amor seria somente despertado por uma “varinha de condão” ou por uma “flecha do cupido” que, ao tocá-los, acordasse das profundezas de seu inconsciente um sentimento muito tempo adormecido. Existem aqueles que, ingênuos, passam uma encarnação inteira esperando que essa “dádiva mágica” desabroche de repente, entre a procura e a espera do ser amado, pagando desesperadamente qualquer preço.
Na atualidade, muitos educadores, psicólogos, antropólogos e psiquiatras afirmam que a forma como usamos nossos sentimentos é uma “resposta aprendida”. A capacidade de amar está presente na alma humana, mas, para que floresça, exige maturação da consciência, isto é, “aprimoramento dos sentimentos”.
Explicam, ainda, que a criatura aprende a utilizar do amor através de um processo que está diretamente relacionado com o ambiente em que viveu na infância e com o que vive hoje, somando-se tudo isso a capacidade íntima de aprendizagem. Portanto, estamos constantemente “aprendendo a amar".
Paralelamente, sabemos que as diversas vivências reencarnatórias sedimentam na alma humana certas predisposições singulares no entendimento do amor. Os costumes, as tradições e os hábitos que envolvem o namoro, o casamento, o sexo e a família, completamente diferentes de nação para nação, de continente para continente, estabelecem noções diversificadas sobre a afetividade nos Espíritos em sua longa marcha evolutiva.
Existem aqueles que colocaram o amor dentro de uma estrutura romântica, ou seja, fazem prevalecer um sentimentalismo exagerado e uma imaginação irreal, desprezando o significado dos sentimentos autênticos. Eles acreditam que o casamento extingue por completo todas as adversidades e infortúnios existenciais e que as ansiedades do cotidiano acabariam, terminantemente, quando a cerimônia sacramentasse num abraço de ternura o “felizes por toda a eternidades”.
A necessidade recíproca de controle, as promessas de que renunciariam à própria individualidade e teriam os mesmos objetivos para todo o sempre são os primeiros indícios de uma enorme desilusão de uma vida a dois. Compromissos de amor são válidos, desde que aprendamos que nossa vida está em constante renovação. Assim como as pessoas passam por diversas transformações, também o amor que sentem pelos outros se transforma. Quanto mais observarmos os ciclos da vida, mais entenderemos as transformações que ocorrem em nossa intimidade, porque nós também somos vida. Apenas desse modo, ficaremos mais seguros e estáveis em relação ao nosso desenvolvimento e amadurecimento afetivos.
A diferença fundamental entre amor e dependência é observada com clareza nas ações e comportamentos das criaturas. A dependência prende, possessivamente, uma pessoa à outra, enquanto o amor de fato incentiva a liberdade, a sinceridade e a naturalidade. O dependente é caracterizado por demonstrar necessidade constante e por reclamar sistematicamente a atenção do outro.
O indivíduo dependente padece dos recursos psíquicos de alguém para viver. Ele dirá “eu o amo”, mas na realidade, quer dizer “eu preciso de você”, ou mesmo “eu não vivo sem você”. O amor real baseia-se no sentimento compartilhado entre duas pessoas maduras, ao passo que o amor dependente implora consideração e carinho, infantilmente.
Os legítimos sentimentos da alma nunca se sujeitam a ordenações e imposições, mas sim uma completa espontaneidade de atitudes e emoções. Dependência gera dores na alma; já a liberdade para Amar é direito natural de todo os filhos de Deus.



(




Hammed (Espírito) As dores da alma/ pelo espírito Hammed;
psicografado por Francisco do Espírito Santo Neto
Catanduva, SP: Boa Nova Editora, 1998.



Os efeitos do Alcoolismo



“Paz e harmonia estejam com todos os que militam nesta santa doutrina de esclarecimento.
Existe um flagelo que acomete a humanidade atualmente e que tem se tornado motivo de preocupação dos órgãos diretivos da sociedades. Trata-se do uso de bebidas alcóolicas. Este mal, que faz novas vítimas a todo instante, transita em vosso meio com espantosa naturalidade, e muitas vezes chega a ser tratado como necessário à saúde do corpo e ao ajuste emocional em algumas situações.
Se pudésseis ver a situação de desgraça dos que se entregaram ao vício quando adrentam a vida espiritual, bem depressa trataríeis de conter esta doença que mais e mais se agiganta em todos os níveis sociais e econômicos. Podeis argumentar que beber socialmente não é vício. Sim, pode-se afirmar isso, mas é uma porta aberta para o estabelecimento de um hábito pernicioso que, se não for identificado e cuidado a tempo, transformá-se-à um dia numa escravidão para o Espírito.
É muito triste ver a quantidade enorme de jovens que mal iniciados na adolescência entregam-se aos chamados prazeres do álcool. São pessoas em fase de afirmação de suas personalidades que encontram nos pequenos goles a muleta que buscam para alimentar sua auto-estima e vencer as naturais inseguranças. Como não encontram no meio familiar os mecanismos de controle, de disciplina e amparo nas situações de necessidade, se entregam a uma prática que de início pode ser apenas por divertimento, mas com o tempo passa a fazer parte de sua rotina de vida. Muitas vezes experimentam na própria casa o que mais tarde pode se transformar em um grave distúrbio para seu Espírito. A criança que se acostuma a ver os pais em alegres mesas de bebidas, não vê nenhum problema em buscar a mesma condição mais tarde.
Rejeitai com rigor os impulsos do falso entretenimento, através das bebidas alcóolicas ou quaisquer outras que vos alterem o equilíbrio. Aquele que, para sentir-se alegre, ainda necessita ser estimulado fisicamente por drogas, carece de auxílio no campo psicológico e espiritual. O dito alcoolista não é somente o que faz uso da droga até perder o controle dos seus sentidos, mas também aquele que busca freqüentemente atender sua sede, numa atitude quase compulsiva e muitas vezes inconsciente de ingerir a bebida. O usuário do álcool tende a não se considerar um viciado até que seja sua vida quase que completamente destruída. Comportamento semelhante em quase todas as situações de vícios.
Atentai para isto, Caríssimos. O álcool além de destruir a vida física e emocional do indivíduo ainda deixa marcas profundas em seu perispírito, que lhe renderão muitos desabores, sanadas tão somente após a criatura saudar seu débito com a lei, às vezes depois de dolorosas experiências na carne. Os ajustes são necessários em todos os sentidos. Portanto, resisti ao álcool com a mesma força que empreendeis para resistir ao mal, afinal este é um dos grandes flagelos da humanidade.
Tereis de despender grande esforço neste mundo de atraso, pois infelizmente vossa sociedade estimula o uso da droga em larga escala, veiculando a cada minuto as propagandas que nada mais são que grosseiros convites ao vício. Infelizmente não se apercebem que já iniciaram a colheita amarga da insensata atitude”.

Mensagem mediúnica Espírito : Mauro Vasconcelos Um médico amigo

 

 

 
 
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